quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quando apenas uma palavrinha salva aquele amor todo

Não há mais espaço para carinho, para conversarem, para um filme agarradinhas no sofá. Sexo? Ficou em décimo plano. Faz tempo. Tudo é desculpa para não querer. Porque está frio, porque estou cansada, porque estou preocupada, porque estou sem dinheiro, porque estou menstruada, porque minha menstruação acabou de acabar, porque o céu é azul e porque eu não estou com vontade mesmo. Seu coração anda apertado, está mais que óbvio que alguma coisa está errada, mas nem tempo (ou vontade por parte da sua companheira) há para “discutirem a relação”.


Aquela “vozinha” interior já deixou de sussurrar. Agora ela grita desesperada: faça alguma coisa! E você começa a mudar seu comportamento. Insegura, seu ciúme aumenta em escala geométrica.


- Poxa, você anda muito ciumentinha ultimamente – ela reclama, sem perceber que este é o alerta vermelho que precede a crise no relacionamento.


O ciúme foi um subterfúgio que sua mente encontrou para dar vazão à insatisfação que permeia sua vida a duas. Você está se sentindo abandonada dentro da relação, diante da ausência da sua namorada. Ela anda tão distante que nem percebe que você tem chorado baixinho todas as noites antes de dormir.

- Será que você não vê? Será que não percebe? Eu estou sofrendo, por favor, olhe para mim! - você pensa todas as vezes que olha para ela, sem coragem de dizer como está se sentindo. Além de distante, ela anda agressiva e arredia e você quer evitar confrontos a todo custo.


E aquela sensação de que está construindo um castelo na areia não pára de invadir você. De repente, o medo de errar mais uma vez te paralisa e faz questionar se vale à pena seguir em frente. Você não suportaria mais uma decepção amorosa. Ela não vê, não ouve, não sente, mas o seu medo de perdê-la é tão real que quase pára seu coração que dói tanto, que você já até desejou que ele parasse de verdade e levasse a dor embora de uma vez.

Impotente, você permite que a situação vá tomando rumo independente da sua vontade. E por falta de uma palavra, seu relacionamento acaba, assim, da noite para o dia. Por falta de uma palavra, seus sonhos, desejos, vontades, anseios e planos escorrem por entre os dedos das mãos, que estendidas, suplicavam por um momento de atenção.
As mãos estavam lá, mas faltou uma palavra. Uma palavra e você perdeu tudo, porque foi incapaz de dizer uma única palavra:


- Socorro.

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