O "tempo" coloca o amor na berlinda, é quase um aviso prévio do término do relacionamentoA relação já não é a mesma. Brigas, discussões, desencontros. Sexo então, só de vez em quando. E olha lá. Nada mais flui como antes. Finalmente, uma das duas toma coragem e resolve conversar:
- Acho que preciso de um tempo.
Muitas vezes, essa frase soa como uma bomba atômica explodindo dentro do ouvido. Ficamos desnorteadas diante da dúvida que esta frase instaura no amor. "Preciso de um tempo" coloca o amor na berlinda, é quase um aviso prévio do término do relacionamento.
A questão é: existe tempo para o amor? Quando você "dá um tempo", não termina o relacionamento, o coloca em pausa até que decida o que quer fazer. Infelizmente, algumas pessoas usam o tal "tempo" quando estão interessadas em outras e querem vivenciar uma aventura sem abrir mão completamente da relação. É mais ou menos assim: vou experimentar com a outra, se não der certo, volto para você. Por isso o tempo assusta tanto. Porque não sabemos a real intenção de quem está ao nosso lado.
Em um cenário perfeito, o tempo serve para reordenar os sentimentos com o auxílio da razão. É quando deixamos que a racionalidade tome conta para que possamos decidir o rumo que a relação tomará dali por diante. No "tempo", deixamos o vácuo da nossa presença, que pode ser preenchido a qualquer momento por outra pessoa.
Deixamos também a possibilidade da nossa ausência ser sentida com intensidade. Sentir saudade, falta, nos desperta para a importância daquela pessoa em nossa vida.
Para algumas, o "tempo" soa como uma tomada de oxigênio para quem esteve muito tempo no fundo do oceano. Relações castradoras, sufocantes, nos fazem sentir "sem ar" e precisamos deste tempo para respirar, para nos sentirmos vivas. Mas, e se uma das duas (ou ambas) acaba se envolvendo em uma aventura durante o "tempo", será que a volta é possível? E se houver a volta, será que a relação será a mesma?
Para algumas, o "tempo" soa como uma tomada de oxigênio para quem esteve muito tempo no fundo do oceano. Relações castradoras, sufocantes, nos fazem sentir "sem ar" e precisamos deste tempo para respirar, para nos sentirmos vivas. Mas, e se uma das duas (ou ambas) acaba se envolvendo em uma aventura durante o "tempo", será que a volta é possível? E se houver a volta, será que a relação será a mesma?
Será preciso muita maturidade (muita mesmo) para compreender e principalmente aceitar que durante o afastamento, ambas tiveram o aval para vivenciar experiências, desde que isto tenha sido acordado no momento da "pseudo-separação", claro.
Aceitar é uma condição indispensável para a sobrevivência do casal. O "não aceitar" provocará uma fissura irreparável na relação e sempre que vocês discutirem, isso virá à tona. A insegurança, a incerteza, serão fantasmas eternos perseguindo cada passo em direção ao futuro.A decisão de "pedir um tempo" é séria e deve ser pensada e repensada antes de verbalizada.
Cabem as perguntas antes de decidir:
- Quais as razões que nos levaram a "pedir um tempo"?- Será que temos maturidade para passar por este "tempo"?- Se ela se envolver com alguém, eu irei aceitar?- Se eu me envolver com alguém, ela irá aceitar?- Será que, já que colocamos o amor em prova, o melhor não seria a separação ao invés do "tempo"? A quem estamos querendo enganar?
Já diz o ditado: "o tempo é senhor da razão, mas também do esquecimento".
Já diz o ditado: "o tempo é senhor da razão, mas também do esquecimento".
É uma loteria. Quem vai arriscar?


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