
Se sua companheira ganha muuuuito mais que você, isso fará diferença quando vivem juntas, não há como fugir.
Vivemos em uma sociedade capitalista (e consumista) onde o dinheiro rege qualquer tipo de relacionamento. Frio? Pode ser, mas não é a pura verdade? Falar sobre dinheiro, às vezes, é muito mais difícil do que falar sobre sexo, a máxima do pudor na nossa sociedade, e dinheiro versus relacionamento não escapa a esta regra. Se um amigo ganha muuuuuito mais que você, certamente frequentará lugares e círculos diferentes dos seus e fatalmente você não poderá estar presente em todos os seus programas.
Se sua companheira ganha muuuuito mais que você, isso fará diferença quando vivem juntas e dividem as despesas ou até mesmo quando ainda namoram, pois, assim como o seu amigo, ela também frequenta círculos e lugares diferentes dos seus. A menos que você esteja disposta a ser "sustentada" por ela, essa situação pode ser bastante desconfortável para ambas. Quando o assunto é grana, precisamos colocar os sentimentos de lado e pensar com a razão. Se deixarmos que a emoção tome conta, o prejuízo será grande para as duas. E não só financeiro.
Quem tem menos poder aquisitivo tende a sentir-se diminuída e dependente. É preciso muita maturidade para superar a barreira da competitividade e enxergar que relacionamento é parceria e não disputa. As perdas psicológicas também podem ser grandes se não forem bem administradas. Dinheiro geralmente está relacionado a poder e, infelizmente, também ao "valor" do próprio indivíduo. Quem ganha pouco "vale menos" do que quem ganha mais. Há também o "investimento" na relação. Uma das parceiras investe mais emocionalmente enquanto a outra, financeiramente. Para algumas pessoas, a dificuldade de demonstrar sentimento pode ser substituída pelo dinheiro. Ao pagar uma conta, comprar presentes, têm-se a sensação que se está demonstrando amor.
Nas relações homossexuais, o tipo de vida conjugal propicia a conveniência de se partilhar as despesas da casa. A relação onde o "marido" é provedor e a "esposa" a administradora do lar já não existe mais dentro do próprio meio heterossexual, que dirá entre os iguais. É necessário nos conscientizarmos que a saúde da relação depende de uma excelente "gestão doméstica" afinal, um relacionamento não deixa de ser, de uma certa maneira, uma "associação sem fins lucrativos" e precisa de uma boa administração para que flua com naturalidade. Uma das características marcantes desta era é o individualismo que, em uma medida certa, é inofensivo e até saudável. É importante que ambas mantenham a sua individualidade e autonomia financeira, embora dividam as contas no final do mês.
Abrir uma conta conjunta ou escolher uma das parceiras para administrar as despesas é uma boa saída. Comprar imóveis ou bens com valores cuja prestação será compartilhada exige um estudo mais demorado. Se uma das duas faltar, a outra terá condições de arcar sozinha com a despesa? Dinheiro também é energia. Se bem empregada, esta energia pode ser extremamente positiva, permitindo que ambas, em colaboração mútua, tenham uma vida confortável e feliz.
Texto de Nina Lopes
Vivemos em uma sociedade capitalista (e consumista) onde o dinheiro rege qualquer tipo de relacionamento. Frio? Pode ser, mas não é a pura verdade? Falar sobre dinheiro, às vezes, é muito mais difícil do que falar sobre sexo, a máxima do pudor na nossa sociedade, e dinheiro versus relacionamento não escapa a esta regra. Se um amigo ganha muuuuuito mais que você, certamente frequentará lugares e círculos diferentes dos seus e fatalmente você não poderá estar presente em todos os seus programas.
Se sua companheira ganha muuuuito mais que você, isso fará diferença quando vivem juntas e dividem as despesas ou até mesmo quando ainda namoram, pois, assim como o seu amigo, ela também frequenta círculos e lugares diferentes dos seus. A menos que você esteja disposta a ser "sustentada" por ela, essa situação pode ser bastante desconfortável para ambas. Quando o assunto é grana, precisamos colocar os sentimentos de lado e pensar com a razão. Se deixarmos que a emoção tome conta, o prejuízo será grande para as duas. E não só financeiro.
Quem tem menos poder aquisitivo tende a sentir-se diminuída e dependente. É preciso muita maturidade para superar a barreira da competitividade e enxergar que relacionamento é parceria e não disputa. As perdas psicológicas também podem ser grandes se não forem bem administradas. Dinheiro geralmente está relacionado a poder e, infelizmente, também ao "valor" do próprio indivíduo. Quem ganha pouco "vale menos" do que quem ganha mais. Há também o "investimento" na relação. Uma das parceiras investe mais emocionalmente enquanto a outra, financeiramente. Para algumas pessoas, a dificuldade de demonstrar sentimento pode ser substituída pelo dinheiro. Ao pagar uma conta, comprar presentes, têm-se a sensação que se está demonstrando amor.
Nas relações homossexuais, o tipo de vida conjugal propicia a conveniência de se partilhar as despesas da casa. A relação onde o "marido" é provedor e a "esposa" a administradora do lar já não existe mais dentro do próprio meio heterossexual, que dirá entre os iguais. É necessário nos conscientizarmos que a saúde da relação depende de uma excelente "gestão doméstica" afinal, um relacionamento não deixa de ser, de uma certa maneira, uma "associação sem fins lucrativos" e precisa de uma boa administração para que flua com naturalidade. Uma das características marcantes desta era é o individualismo que, em uma medida certa, é inofensivo e até saudável. É importante que ambas mantenham a sua individualidade e autonomia financeira, embora dividam as contas no final do mês.
Abrir uma conta conjunta ou escolher uma das parceiras para administrar as despesas é uma boa saída. Comprar imóveis ou bens com valores cuja prestação será compartilhada exige um estudo mais demorado. Se uma das duas faltar, a outra terá condições de arcar sozinha com a despesa? Dinheiro também é energia. Se bem empregada, esta energia pode ser extremamente positiva, permitindo que ambas, em colaboração mútua, tenham uma vida confortável e feliz.
Texto de Nina Lopes


Nenhum comentário:
Postar um comentário